Ricardo Miranda Filho
A poesia é um estado de sentimento único, compreendido através da ação de vivê-la.
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O valor da poesia

Não há como negar as dificuldades existentes para que se procure viver exclusivamente de poesia. Muitos, tentando não se dar contar, acabam se esquecendo do grande valor que os textos poéticos possuem e sendo possível viver nesta área através de livros, sites, oficinas literárias e grandes eventos.
Há quem não perceba os benefícios que a poesia pode ceder - como a diminuição do analfabetismo funcional, o melhor uso da língua e o aumento de conhecimento, por exemplo -, além de não tentar compreender como ocorre o trabalho de pessoas ligadas à área, embora muitos enfrentem problemas sem dimensão para chegar em sua posição atual, como os jovens do grupo Geração Delírios que vendem - ou pelo menos tentam vender - seus poemas na entrada da Biblioteca Nacional e se sustentarem com o pouco que ganham.
Há quem já tenha passado por esse tipo de aperto e conseguido alcançar uma situação melhor, como poeta cearense Mano Melo que já tomou parte da “geração mimeógrafo”, do grupo Ver o Verso, juntamente com Claufe Rodrigues e Pedro Bial,  e já tendo publicado oito livros. 
Embora haja um aumento na circulação de livros e na remuneração dos escritores, ainda há poucas pessoas interessadas em literatura, as quais a trocam por qualquer motivo fútil ou mesmo total desinteresse em ler.
Todo esse conjunto de tristes fatos me faz lembrar – nos faz lembrar (eu espero) – de forma crítica a situação da cultura brasileira e me leva a concordar com os versos do livro “Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade: “A poesia é incomunicável,/Fique quieto no seu canto./Não ame”.


por Ricardo Miranda Filho     
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