Ricardo Miranda Filho
A poesia é um estado de sentimento único, compreendido através da ação de vivê-la.
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Uma das deficiências do estudo da gramática diz respeito a sua metodologia inadequada. Não se tenta por uma conduta mais sensata para que haja a relação aprendizagem-reflexão. Comparando-a em outra matéria, por exemplo, quando o professor de história diz que há mais de quinhentos anos nosso território era ocupado por indígenas ele justificaria afirmando que documentos que comprovem este fato. Entretanto, em gramática, não ocorre há mesma coisa. Quando o aluno pergunta o porquê de o termo quando eu vir estar no futuro do subjuntivo, a única resposta que recebe é: é assim que tem que ser. Então, o aluno não receberá nenhum retorno racional para que pense de maneira lógica.
Ensinar a gramática para que o aluno seja capaz de utilizá-la corretamente depende do modo como é feito. Cada aluno apresenta um tipo de facilidade ou dificuldade em determinado assunto, logo é necessário que o professor foque nessas dificuldades a fim de o aluno adquirir conhecimentos e aprimorar os que já tem. Percebia-se que a gramática era ensinada apenas como algo homogêneo, como se não houvesse uma identidade nacional formada por diversos caracteres linguísticos. Deve-se centrar em algo que não releve somente a escrita, entretanto a leitura junto com a aprendizagem da gramática normativa não dissociada da ideia de discurso, pois cada aluno tem seu próprio tipo de discurso ou seu tipo de fala e isto se deve pelo fato de cada um estar envolvido em um contexto social diferente.
A gramática possui um número infinito de sentenças que funcionam a partir de recursividade caracterizada em encaixar uma frase dentro da outra por meio das peças lexicais, pertencentes à memória. Uma sequência linear de palavras tem como umas das propriedades a consistência que obrigam as palavras estarem hierárquicas, ou seja, duas posições dependem uma da outra: elas estão ligadas para que haja produção sentencial, que é chamado de movimento, de forma compreensiva.
Essas posições interagem a partir da dependência com a finalidade integrar o sentido das palavras, da frase e, consequentemente, da linguagem humana como um todo. Esse processo vai tornar sentenças superficiais em sentenças enunciáveis que somente ocorrerá caso exista transformações sintáticas capazes de organizar pares de som e significado compreensíveis. Portanto, percebe-se um limite na linguagem animal devido a um processo de gradação paralelamente a formação da linguagem humana cujo limite de inteligência é muito superior aos dos animais.
Os seres humanos apresentam uma capacidade infinita para construir sentenças corretas, enquanto que os animais somente sabem reproduzir sons sem saber formar e interpretar frases. Deste modo, faz-se necessário entender um estudo gramático normativo direcionado a uma aprendizagem textual e contextual direcionada, nesse sentido, à competência linguística do falante – o conhecimento que o falante tem de sua língua -, ou seja, as frases formadas pela intuição do falante para se definir o que seria agramatical e gramatical a partir desse seu conhecimento, fato que auxilia na formulação de uma sentença aceitável na qual as regras linguísticas dispostas pelos falantes seriam respeitadas.
Portanto, há transformação na linguagem humana devido aos enunciados serem formados a partir de elementos linguísticos formados de acordo com a quantidade finita de princípios a fim de formar uma oração. E, para isso, o falante necessitaria adicionar indicações de acordo com a sua atitude proposicional.
Muitos alunos seguem nas escolas sem conseguir produzir ou entender textos de forma compreensiva e satisfatória. Logo, uma das boas maneiras para colocar fim nisso é aprimorar o ensino basilar da gramática a fim de não haver mais alunos semianalfabetos. Para os que já o são, é necessário que seja feito um tipo de decodificação do texto para ajudá-lo no aprendizado, o que facilita no domínio da leitura e auxilia também no aperfeiçoamento em outras disciplinas.
Ricardo Miranda Filho
Enviado por Ricardo Miranda Filho em 22/01/2018
Alterado em 22/01/2018
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