Ricardo Miranda Filho
A poesia é um estado de sentimento único, compreendido através da ação de vivê-la.
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Na literatura, sempre se notou certa relação entre a obra e seu condicionamento social, pois é inegável um condicionamento social como ponto crucial para entendê-la até determinado momento. Desde modo, pode-se afirmar que há um vínculo entre obra e ambiente e que a obra apresenta um valor e um significado que auxiliam a demonstrar características da realidade.
Percebe-se que o texto e o contexto apresentam uma relação que mostra as essências para entendimento da obra, pois entende-se que os dois estão interligados para que se forme o conteúdo e toda a forma de uma obra literária, independente do gênero. Logo, os fatores externos vão formando a estética da literatura de sua época e sociedade por meio do que se pretende firmar na literatura com objetivos pessoais, políticos ou mesmo sociais.
Sendo assim, ao longo da história da construção e desenvolvimento do mundo e da crítica literária, notou-se que há certos momentos que são pródigos de excelentes e péssimas atitudes. No século XX, ocorreram duas grandes guerras que devastaram as vidas de muitas pessoas e em vários países, fato que foi sentido em vários critérios da vida, como o religioso, cultural, político, econômico e social. Um dos povos que mais sofreram na época das Grandes Guerras foi o judeu, que sofreu muito preconceito, principalmente na Alemanha de Hitler o qual afirmava que os alemães eram os únicos de origem pura e ariana. A partir daí, começava o antissemitismo que, por meio de leis promulgadas na época, retirava os direitos dos judeus.
Devido a todo período de perseguição, a família da jovem Anne Frank percebeu que necessitava sair da Alemanha para conseguir oportunidade de vida melhor e acabou se mudando para Amsterdã, onde viveu em um anexo de uma casa que pertencia a um grupo de amigos. Assim que a Segunda Guerra começou em 1939, alguns jovens judeus começaram a anota em diários tudo o que se passava. Assim fez Anne Frank que, de 1942 a 1944, contou toda a sua vida, sua rotina e privações que passava dentro do anexo, enquanto seu pai, Otto Frank, tenta buscar fugir para o continente americano. Infelizmente, em 1944, após três dias das últimas anotações de Anne, ela e sua família é descoberta no anexo, presa pela polícia nazista e levada ao campo de concentração. No ano seguinte, Anne Frank acaba falecendo de febre tifoide.
Após o fim da guerra, Otto Frank volta a Holanda para encontrar o resto de sua família, mas verifica que todos foram mortos. Tempos depois, entra em contato com o diário de sua filha Anne e percebe a qualidade de seus escritos e o publica em 1947. Desde ano, o Diário de Anne Frank se tornou fenômeno mundial, tendo vendido milhos de exemplares. Mas, como explicar o fato de isso ter acontecido em tais circunstâncias? Uma das explicações mais plausíveis foi dita por Anne: "Vim para o anexo quando tinha treze anos e, por isso, fui obrigada a refletir mais cedo sobre o Mundo e a fazer a descoberta de mim mesma como de um ser humano que deseja ser independente”. O livro apresenta grande valor literário, histórico e humanístico, além de servir como fonte de reflexão sobre as mazelas feitas pela humanidade.
Ricardo Miranda Filho
Enviado por Ricardo Miranda Filho em 14/07/2018
Alterado em 14/07/2018
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