Ricardo Miranda Filho
A poesia é um estado de sentimento único, compreendido através da ação de vivê-la.
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Resenha: O menino no alto da montanha, de John Boyne

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BOYNE, John. O menino no alto da montanha.Tradução Henrique de Breia e Szolnoky. 1ª ed. São Paulo: Seguinte, 2016.


Quem gosta de história sempre procura alguma literatura que aborde este conteúdo da melhor forma possível. Em meu segundo contato com a obra de John Boyne (o primeiro foi O menino do pijama listrado), o romance O menino no alto da montanha exemplifica perfeita como ocorria a propaganda nazista durante a Segunda Guerra Mundial e como era a dor de quem sofria com as mazelas impostas a alguns povos, como os judeus.

Eis o enredo de O menino do alto da montanha:

Quando fica órfão, Pierrot é obrigado a deixar sua casa em Paris para recomeçar a vida com sua tia Beatrix, governanta d e uma mansão no alto das montanhas alemãs. Porém, essa não é uma época qualquer: estamos em 1936, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E essa tampouco é uma casa qualquer - seu dono é Aldof Hitler. Logo é Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Alemã. Mas o novo mundo que se abre ao garoto fica cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição.

A leitura do romance é ótima e flui muito bem mesmo que se trate de um tema muito sério. Durante todo o enredo podemos verificar que a situação pela qual os judeus passavam, com muito sofrimento. A partir daí, devido a pequena idade, Pierrot não entende o que acontece à sua volta, não liga sobre quem é quem, tendo inclusive um amigo judeu chamado Anshel em Paris antes de se mudar para Alemanha.

A história se passa até parte da vida adulta de Pierrot. Durante essa fase transitória, podemos perceber as grandes mudanças de comportamento que Pierrot ao sofrer influência preconceituosa de Adolf Hitler que coloca o garoto à frente da Juventude Alemã que visava treinar adolescentes que tinham ideologia nazista. Assim, a própria tia não o reconhece como aquele garoto que vivia em Paris:


"- Olhe para mim, Pieter. olhe para mim. Ela levantou os olhos cheios de lágrimas: - Não finja que não sabia o que estava acontecendo aqui."


Com consciência de seus atos e ao entrar na vida adulta, Pierrot começa a perceber suas mudanças e tenta reparar o mínimo possível seus atos. A meu ver, Pierrot pode ser tratado com uma vítima por não entender o que acontecia na sua época e ter sofrido influências erradas durante a sua formação enquanto pessoa. Entendo que O menino no alto da montanha é um exemplo na literatura que aborda bem a temática proposta, além de ser um livro muito bem escrito e uma ótima leitura.
Ricardo Miranda Filho
Enviado por Ricardo Miranda Filho em 05/10/2018
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